
O leilão judicial dos bens da Destilaria Água Limpa, em processo de falência que tramita na 1ª Vara de Monte Aprazível, que no início do mês, caminhava para o término com o lance de R$ 19 milhões do Grupo Petribu, teve mais um capítulo e caberá à Justiça, mais uma vez, decidir o final desta história.

No primeiro leilão, a Usina Petribu S/A apresentou um lance de R$ 19 milhões 451 mil 794 reais, correspondente a 100% do valor de avaliação do lote único.
No último dia 16 de setembro, o Grupo Moreno deu um lance de R$ 9,7 milhões (mais comissão do leiloeiro) para arrematar o parque fabril da antiga Água Limpa, conforme documento obtido pelo MR Notícias.
O Grupo Petribu, no entanto, não efetuou o depósito judicial do valor da arrematação. Segundo o documento apresentado pelo leiloeiro, que o MR Notícias teve acesso, a Petribu informou que pretendia utilizar um crédito que possui no processo falência para quitar o valor, na condição de credora hipotecária.
Como a forma de pagamento apresentada pelo Grupo Petribu não estava prevista no edital e não havia, até então, decisão judicial autorizando a operação, manteve o leilão aberto para novos interessados, com pagamento em dinheiro.
Reaberta a fase de lances, a Central Energética Moreno de Monte Aprazível apresentou e confirmou um lance de R$ 10 milhões 100 mil reais, equivalente a 51,93% do valor de avaliação. A Central Energética Moreno realizou o pagamento da caução prevista no edital. O documento registra o depósito judicial de R$ 1 milhão e 10 mil reais, correspondente a 10% do valor do lance de R$ 10,1 milhões.
Com os dois cenários apresentados, o leiloeiro encaminhou a questão a Dra Kerla Magrini de Castilho, juíza responsável pelo processo.
A decisão deverá definir se será homologado o lance de R$ 19,4 milhões da Usina Petribu, com utilização de crédito existente no processo de falência, ou o lance de R$ 10,1 milhões da Central Energética Moreno, com pagamento em dinheiro.
Até esta segunda-feira (21), não havia uma definição sobre qual das duas propostas seriam efetivamente homologada pela Justiça.
O Grupo
A primeira passagem do grupo por Monte Aprazível aconteceu em 2000, quando Jorge Petribu assumiu o arrendamento da então Destilaria Água Limpa.
Cinco anos depois, a atuação do grupo já estava consolidada no interior paulista, com a Petribu Paulista, em Sebastianópolis do Sul, e projetos para novas unidades na região, incluindo Tanabi e Meridiano. Empresas e indústrias
Em 2004, o grupo inaugurou a Usina Petribu Paulista, em Sebastianópolis do Sul, com investimento de aproximadamente R$ 80 milhões. A nova unidade foi criada justamente durante o período em que a empresa ainda mantinha o arrendamento da unidade de Monte Aprazível.
Em janeiro de 2012, a administração da unidade de Monte Aprazível passou para ex-funcionários e acionistas, e a empresa encerrou definitivamente as atividades em dezembro daquele ano. Na ocasião, mais de 100 trabalhadores foram dispensados.
