
O secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, convocou reunião de urgência com dirigentes de saúde das 104 cidades sob coordenação do Departamento Regional de Saúde (DRS) de Rio Preto.

O prefeito Marcio Miguel (PSDB) participou do encontro com outros prefeitos da região.
Gorinchteyn cobrou empenho no processo de encaminhamento dos pacientes aos hospitais para a realização de procedimentos de baixa complexidade.
Segundo o secretário, a DRS de Rio Preto está aquém do esperado pelo governo do Estado de São Paulo.
“Não é possível que, pagando o dobro da tabela SUS, a gente não consiga dar agilidade na fila de cirurgias eletivas”., disse o secretário. Ele veio a Rio Preto, nesta terça-feira (26) para ouvir as justificativas dos gestores de saúde sobre o porquê de as cirurgias não estarem sendo realizadas.
“Para o mês de junho, a meta era realizar 821 cirurgias, mas foram realizadas 596, ou seja, 225 a menos, recebendo o dobro do valor pelo procedimento”, disse Sílvia Storti, coordenadora de saúde do DRS 15.
A quantidade esperada leva em consideração o número de intervenções realizadas no mesmo período em 2019, quando não havia pandemia, nem mutirão de cirurgias.
O provedor da Santa Casa, Cesar Domingues confirmou que a Santa Casa de Monte Aprazível está participando do mutirão, realizando mais cirurgias que foram contratadas pela DRS.
“Estamos participando sim do mutirão e, inclusive, esse mês de julho, já ultrapassando nossa pactuação com a DRS. Nosso intuito para o mês de agosto é tentar dobrar nossa meta”, disse Cesar.
O prefeito Marcio Miguel participou da reunião e disse que a Santa Casa está fazendo mais cirurgias que entidades de cidade maiores.
“Estamos fazendo uma média de 28 a 30 cirurgias mês, com tendência de aumento. Ontem (terça) conseguimos através de uma parceria, novos instrumentos cirúrgicos para ampliar o atendimento dessas cirurgias eletivas. Nossa Santa Casa está fazendo mais cirurgia que a Santa Casa de Votuporanga”, disse o prefeito.
Região
Em toda a DRS de Rio Preto, foram realizados até agora 1,7 mil procedimentos. Jorge Fares, diretor da Funfarme, voltou a criticar a falta de empenho das Santas Casas da região na estruturação para atendimento de cirurgias eletivas.
O secretário de Saúde de Rio Preto, Aldenis Borim, apontou a falta de vaga nos atendimentos ambulatoriais como justificativa para a lentidão da fila.
O governo do Estado deu prazo até outubro para que as cirurgias eletivas sejam realizadas mediante o repasse dobrado de verba. Estão autorizados 54 tipos de procedimentos em sete especialidades médicas. O investimento estimado pela Secretaria Estadual de Saúde é de R$ 350 milhões.
O Hospital de Base se comprometeu em revisar a lista de espera, que atualmente é de 8.570 pacientes.
Funcionários entrarão em contato com as pessoas para saber se elas ainda estão vivas, se já realizaram o procedimento (em razão da demora e da urgência, podem ter pago na rede particular), se as informações de contato estão atualizadas (para evitar que o paciente seja convocado e não seja localizado) e para saber se os exames estão em dia (o que agilizaria o atendimento).
Com informações do Jornal Diário da Região