
Com a chegada da Black Friday 2025, os comerciantes de Monte Aprazível estão otimistas com as oportunidades que o evento pode trazer para suas vendas. Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de São Paulo, a expectativa é que o volume de vendas na Black Friday deste ano cresça 14% em relação ao ano anterior, o que indica um forte potencial de movimentação econômica tanto no comércio local quanto a nível nacional.

O comércio deve receber volume recorde de R$ 5,4 bilhões. A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A projeção da CNC representa crescimento de 2,4% em comparação com o ano passado (R$ 5,27 bilhões), já descontada a inflação do período.
Pensando em atender melhor os consumidores, as lojas do comercio de Monte Aprazível terão horários especiais nesta sexta (28) e sábado (29). De acordo com Márcio Conceição, presidente da Associação Comercial e Industrial de Monte Aprazível (ACIMA), as lojas do centro funcionarão das 9 as 20 horas na sexta e das 9 as 16 horas no sábado.
“Os comerciantes estão animados e adesão para a promoção da Black Friday foi muito boa, em relação ao ano passado. As pessoas estão se programando e com o 13º salário da mão, isso pode refletir em 30% o aumento das vendas. O desemprego está caindo e tem mais gente trabalhando e mais dinheiro circulando”, disse Márcio.
A Black Friday já é a quinta data mais importante para o comércio, ficando atrás do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais.
Os setores que podem ter maiores vendas são:
- hiper e supermercados: R$ 1,32 bilhão
- eletroeletrônicos e utilidades domésticas: R$ 1,24 bilhão
- móveis e eletrodomésticos: R$ 1,15 bilhão
- vestuário, calçados e acessórios: R$ 950 milhões
- farmácias, perfumarias e cosméticos: R$ 380 milhões
- livrarias, papelarias, informática e comunicação: R$ 360 milhões
Influências
Ao apontar motivos para o volume recorde, a CNC lembra que a economia brasileira tem vivenciado desvalorização do dólar (que deixa produtos importados mais baratos), perda de força da inflação e crescimento de emprego e renda média do trabalhador.
A taxa de desemprego no país alcançou 5,6% no trimestre encerrado em setembro, o nível mais baixo já apurado pela série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2002.
Por outro lado, a CNC aponta fatores que impedem um crescimento ainda maior nas vendas: o nível elevado dos juros e o patamar de famílias endividadas.
O estudo cita um levantamento do Banco Central que aponta taxa média de juros das operações de créditos livres destinadas às pessoas físicas em 58,3% ao ano, maior nível para essa época do ano desde 2017.
Em relação ao endividamento, a entidade representativa do comércio cita pesquisa própria que mostra 30,5% das famílias com contas em atraso.
Outro fator que pesa contra é a concorrência com o setor externo, por meio de importações. Ou seja, pessoas que preferem comprar de lojas estrangeiras.
Descontos
A CNC fez um acompanhamento diário de 150 preços de itens de 30 categorias para medir os descontos médios. O levantamento aponta que 70% delas revelaram “elevado potencial de redução”, quando o preço já acusava tendência de queda superior a 5%.
Os maiores descontos ficaram com as seguintes categorias:
- Papelaria: 10,14%
- Livros: 9,02%
- Joias e Bijuterias: 9,01%
- Perfumaria: 8,20%
- Utilidades Domésticas: 8,18%
- Higiene Pessoal: 8,11%
- Moda: 7,82%
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