
Parece até história repetida, mas não é. Uma denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT) questiona o pagamento irregular de adicionais de insalubridade de servidores municipais da Prefeitura de Monte Aprazível. A insalubridade é paga quando os servidores são expostos agentes nocivos (físicos, químicos ou biológicos) acima dos limites de tolerância. Os percentuais podem a até 40% do salário.

Cerca de 240 servidores da prefeitura correm o risco de perder estes adicionais. Segundo uma fonte palaciana, estes pagamentos de adicionais de insalubridades são pagos há anos e, em alguns casos, o servidor não está mais sujeito aos riscos, mas a prefeitura continuava pagando. No relatório das contas de 2023, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo apontou que o então prefeito Márcio Miguel autorizou o pagamento de horas extras habitualmente. Tinha servidor que recebeu 134 horas-extras em um mês.
Nesta semana, o prefeito João Roberto Camargo se reuniu com o MPT para encontrar uma saída que não prejudique os servidores.
“Estive conversando com a promotoria do trabalho e este é mais um problema envolvendo servidores que me preocupa. Retirar de R$ 200 a R$ 300 do vencimento de quem ganha pouco mais que um salário mínimo fará falta no final do mês”, disse.
Uma das saídas, é analisar caso a caso e incorporar estes adicionais ao salário para os mais de 240 servidores não sejam prejudicados.
Revisão Geral
A Câmara de Vereadores de Monte Aprazível retorna nesta terça-feira (03) do recesso parlamentar e já com alguns projetos do prefeito Camargo para analisar e votar. Um deles concede revisão geral de 4,5% nos salários dos servidores municipais.
Máquinas
Também estão na pauta projetos para abertura créditos no orçamento de R$ 2,5 milhões compra de máquinas, sendo R$ 1,2 milhão para compra de motoniveladora, R$ 700 mil para duas pás carregadeiras e R$ 640 mil para outras máquinas.
Limpeza
O prefeito enviou um projeto para disciplinar e regularizar as notificações para limpeza de terrenos baldios. Dentro os pontos da proposta, está a cobrança de 15 Ufesps (R$ 576,30) de multa caso o proprietário não efetue e limpeza após a notificação. Uma Ufesp vale R$ 38,42. Além disso, caso terreno não for limpo, a prefeitura poderá executar a limpeza e cobrar R$ 1,92 por metro quadrado e, em caso de remoção de entulho, R$ 153,68 por hora trabalhada. Além disso, o proprietário dever recolher ainda mais 25% do valor dos custos da limpeza do terreno.
Churrascão I
A comissão organizadora do Churrascão do Bem está fazendo a apuração do valor arrecadado e que será doado ao Lar Vicentino e para a APAE de Monte Aprazível. A festa deverá dividir entre as entidades cerca de R$ 35 mil, o que deve acontecer nas próximas semanas. Parabéns a todos os organizadores!
Churrascão II
Falando em Churrascão, os ex-prefeitos Mauro Pascoalão (PSB) e Márcio Miguel (PSD) marcaram presença – e espaço no evento. Afinal, estamos em ano eleitoral e eles em breve estarão nas ruas como cabos eleitorais de deputados da região. Maurinho, sempre ao lado de Valdomiro Lopes e Márcio de Carlão Pignatari.
Eleições 2028
Segundo algumas fontes, os dois chegaram a conversar rapidamente no evento. Se foi sobre a possível união dos dois nas eleições para prefeito de 2028, pouco se sabe. Mas correligionários mais de ambos os lados dão que é certa a aproximação. Pouco provável. Ambos, já foram protagonistas da história aprazivelense, não se submeteriam ao “rebaixamento” ao cargo de vice (sem desmerecer o cargo).
Histórico
Maurinho foi vice do ex-prefeito Luiz Carlos Canheo e, quando Canheo resolveu não se candidatar e reeleição, abriu espaço e, desde então, Pascoalão sempre disputou o cargo de prefeito. Márcio foi vereador, vice de Montoro e com a cassação do médico, assumiu e se reelegeu. A história mostra que ou ex-prefeito se candidata novamente ou sai da política.

