RADAR: Camargo estuda transformar advogados em procuradores

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Depois de idas e vindas, na última terça-feira (29), a prefeitura de Monte Aprazível emitiu nota justificando o atraso para a entrega dos uniformes escolares. A empresa ATG Confecções LTDA, foi a vencedora da licitação no mês de março e irá receber (depois de entregar os uniformes) R$ 217 mil pelo serviço.

Ela tinha 60 dias de prazo para entregar os uniformes. A empresa isentou a prefeitura de qualquer responsabilidade e disse que enfrentou dificuldades para compra de matéria-prima, ou seja, tecido para confecção das camisetas e shorts. O motivo do atraso, segundo a empresa, foi que o principal fornecedor não cumpriu os prazos devido à alta demanda de meio de ano e volta às aulas. A empresa de prontificou a entregar os uniformes até o dia 15 de agosto. 

Tá… sei!
Teve gente na prefeitura, muito próxima ao prefeito João Roberto Camargo (Progressistas), que não digeriu “muito bem” o argumento da empresa. Segundo uma fonte palaciana, a licitação aconteceu no março, início do período letivo e, na visão dela, muitas tecelagens já teriam entregue a matéria-prima as confecções, uma vez que boa parte das prefeituras têm realizado licitações para uniformes meses antes, para que as peças estejam prontas e entregues no início do período letivo. Sendo assim, não haveria motivo para tanto atraso, segundo esta fonte.

Não querem mais
Os prefeitos viram que não é um bom negócio – politicamente – entregar uniformes escolares muito tempo após o início das aulas e determinaram que seus departamentos tomassem como prioridade zero essa demanda. A história mostra que esta não será a primeira vez que isso acontece.

Vale lembrar que até pouco tempo, a prefeitura de Monte Aprazível licitava uniformes no fim do ano para dar tempo de entregar no início do ano letivo seguinte, menos em 2024. Era o final do mandato de Márcio Miguel (PSD) e Pedro Poloto, então assessor de Educação e que foi candidato à prefeitura tinha era apoiado pelo ex-prefeito.

Semana decisiva
Esta semana que se inicia será decisiva para o Clube dos 22. O prefeito Camargo deve bater o martelo e decidir se vai ou não apoiar a realização da festa. Entre os técnicos da área de finanças da Prefeitura, devido aos tarifaços do presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, há um receio que de queda de arrecadação no último trimestre do ano e isso pode pesar na decisão do prefeito.

A parceria
Caso Camargo decida apoiar, o Clube dos 22 estima em R$ 800 mil e R$ 1 milhão para contratação de shows que atraiam um bom público, que por sua vez compra os camarotes e que proporcionam o pagamento das outras despesas da festa como som, boiadas, narradores, limpeza entre outras. Para fechar a conta, o Clube dos 22 conta ainda venda de publicidades na arena (patrocínios) e também da praça de alimentação.

Procuradores
Camargo estuda transformar os advogados concursados da prefeitura em procuradores. Para isso, ele faria uma reestruturação no departamento. A Procuradoria Geral do Município ficará responsável pela advocacia da Administração direta e pela assessoria e consultoria jurídica do Poder Executivo.  A criação da procuradoria atende uma exigência da Constituição Federal e Estadual.

Pedindo o boné
Falando em assessoria, há rumores de que um alto assessor de Camargo pode pedir (ou já pediu) demissão nos próximos dias. Questionado, Camargo disse que até esta sexta-feira (1º) não havia sido ou não tinha informações sobre este possível pedido de demissão.

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