RADAR: Vereador pede para sair conselho da APAE; Camargo fecha ano com R$ 4 milhões no caixa

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Passado o período de promessa, o prefeito de Monte Aprazível João Roberto Camargo (Progressistas) agora corre contra o tempo para receber oficialmente a doação ou reversão da área de 13 alqueires da ETEC Padre José Nunes Dias para instalação do distrito industrial.

Isso porque 2026 é ano eleitoral e tanto o estado quanto o governo Federal não podem repassar recursos ou bens nos três meses que antecedem as eleições, ou seja, após o mês de julho. Sendo assim, mesmo tendo o aval do Governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de Vahan Agopyan, Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado a qual o Centro Paula Souza está vinculado, Camargo precisa destravar a burocracia para liberar a área, seja via administrativa ou então, casa seja necessária, por via política. Em 2021, o ex-prefeito Márcio Miguel (PSD) também tentou conquistar a mesma área, no mesmo período pré-eleitoral e não conseguiu.

Pediu para sair
O vereador Evair Marques (PSB) pediu seu desligamento da diretoria do Conselho de Administração da APAE de Monte Aprazível. Segundo apurado pelo MR Notícias, ele teria sido alertado que poderia infringir o regimento interno ao destinar, via emenda impositiva no orçamento da prefeitura para 2026, recursos para APAE. Há ainda uma corrente, que defende a teoria da conspiração, ao meu ver, fraca, de que Camargo não iria atender caso ele permanecesse na entidade. A questão vai mais além.

Mais que política
De acordo com o Artigo 309 do Regimento Interno, o Vereador não poderá desde a expedição do diploma, firmar ou manter contrato com o Município, suas autarquias, empresas públicas, fundações, sociedade de economia mista ou empresas concessionárias de serviço público municipal, sob o risco de perda de mandato. Cabe ainda ao vereador, segundo o regimento, fiscalizar as contas da administração direita e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo município. A maioria das entidades não são mantidas pelo município, mas recebem recursos.

Limpos
Até hoje, nenhuma entidade municipal que recebe recursos públicos teve sequer uma denúncia de mau uso do dinheiro público.

Emendas I
Na votação do orçamento para 2026 de R$ 142 milhões, teve bate-boca e discussão entre os vereadores Luis Sidinani e Renato Jubilato, ambos do PSD, por conta das emendas impositivas de Renato. Segundo Luiz, elas deveriam estar no bloco de emendas para do Fundo Municipal de Saúde e não apartadas.

Emendas II
Acontece que, mesmo tendo o aval do prefeito para direcionar estas emendas para determinados programas ou entidades, o orçamento ainda não foi sancionado e há rumores que Camargo pode vetar algumas destas emendas.

Pacificador
Não é de hoje que Luiz e Renato se estranham na tribuna da Câmara e pelo jeito, não será a última. O vereador Marco Antonio Nazareth, por se um dos mais novos da casa, disse que a rusga entre os dois foi desnecessária, mas que vai trabalhar que para que eles façam as pazes. Vai ter um pouco de trabalho.

Réveillon
Na sua tradicional live das sextas-feiras, Camargo anunciou que haverá festa de Réveillon com a Banda Santa Maria, com um custo total de cerca de R$ 80 mil, no Parque das Águas. Também na sua live, Camargo deu sinais de como poderá ser o apoio ao Clube dos 22 para realização do rodeio no ano que vem. Segundo o prefeito, não é justo pagar para um artista, cachê de R$ 700 mil para uma hora apresentação.

Fechando as contas I
As contas do primeiro ano da gestão de Camargo ainda não estão fechadas, mas, segundo o apurado, ele deve fechar 2026 com superavit de R$ 4 milhões, ou seja, dinheiro em caixa. Neste primeiro ano de gestão, ele deu a revisão geral para todos os servidores e aumentou as referências de várias categorias, aumentou o ticket alimentação e repassou em forma de aumento, os percentuais do FGTS que deixaram de ser depositados após mudança do regimente CLT para estatutário. Quando assumiu em janeiro, recebeu a prefeitura com dívidas de cerca de R$ 2,9 milhões. Senão fosse este último ponto, poderia fechar com mais dinheiro em caixa, mesmo realizando alguns eventos, para o desespero de alguns poucos críticos.

Fechando as contas II
Já a Câmara de Vereadores deve devolver R$ 800 mil de sobras do duodécimo, recurso repassado pela prefeitura para a manutenção do legislativo, algo que acontece todo ano. Até o momento, não há previsão de que o vereador Victor Agreli (MDB) faça como seus antecessores: subir até o gabinete do prefeito para entregar um cheque, grande ou pequeno, com a devolução dos recursos.

Uniformes
A prefeitura marcou para 12 de janeiro de 2026 e licitação para compra de uniformes escolares. Por não ter tido transição de governo, a licitação de 2025 atrasou e os uniformes foram entregues em agosto, após o recesso de meio de ano. O atraso se deve a inclusão de mochilas, que não estavam previstas inicialmente.

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