RADAR: “NÃO temos camarim e meus assessores não tem privilégios”, diz Camargo

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Na sessão da Câmara de Monte Aprazível da última terça-feira (17), a Orquestra Sinfônica de Monte Aprazível recebeu uma Moção de Congratulações pelos seus 10 anos de criação. A propositura partiu do vereador Marco Antonio Nazareth, homenagem justa. Após o presidente da Câmara, vereador Victor Agreli iniciar os trabalhos e cumprir algumas formalidades, a Orquestra executou o Hino Nacional Brasileiro e após a moção ser votada, também executaram o Hino de Monte Aprazível.

No passado
Na gestão do ex-vereador Valcenir de Abreu (2019-2020) como presidente da Câmara, foi a adotada a prática de se executar os hinos Nacional e de Monte Aprazível antes de cada sessão. Nas gestões seguintes de Alexandre {Migalha} Faria (2021/2022) e Marcos Batista (2023/2024) a prática foi suspensa.

Sem norma
Não existe norma que obrigue a Câmara executar Hino Nacional e o Hino do Município antes de cada sessão, mas, as casas de Lei de Rio Preto e Tanabi, para ficar somente em dois exemplos, adotam a norma há anos. A de Rio Preto executa o Hino da Nacional e o da cidade, a de Tanabi, somente o Hino Nacional.

Morde e assopra II
O vereador Luiz Sidinani usou a tribuna na sessão da última terça-feira (17), fez elogios a gestão de Camargo e críticas legislatura passada da Câmara. Sem citar nomes, Luiz disse pensou em renunciar e que a oposição da época era, nas palavras dele, nojenta.

“Pensei até em renunciar porque chegou a ser uma coisa nojenta uma coisa sem fundamento, uma oposição sem fundamento. Não estou defendendo prefeito. Estou falando da lisura com que nós (Luiz é primeiro secretário da mesa diretora da Câmara) estamos tocando essa casa nessa legislatura. Eu venho aqui expressar a minha satisfação de ser vereador nesta legislatura de qual eu não tinha a satisfação de ser vereador na legislatura passada. Por causa de perseguições, de coisas erradas no qual atrapalhou prejudicou a população, prejudicou os mais necessitados como cesta básica remédio etc”, disse.

Morde e assopra II
O vice-prefeito e ex-vereador Ailto Faria (Progressistas) acompanhava a sessão das galerias da Câmara. Ailto fazia parte da legislatura criticada por Sidinani.

Contexto
Na gestão Márcio Miguel (2021-2024), especificamente em abril do ano passado, o ex-prefeito enviou alguns projetos de lei para remanejamento de recursos no orçamento e a Câmara rejeitou as propostas. Um dos projetos abria crédito suplementar no valor de R$ 400 mil e que seria usado para compra de cestas básicas. Os vereadores na época, que se posicionaram contra, (Ailto Faria, Tiago Demonico, Alexandre Faria e José Carlos Chiavelli) argumentaram que a prefeitura tinha no orçamento daquele ano R$ 5,4 milhões previstos para área da Assistência Social. Na mesma época, a Câmara rejeitou projeto de lei de Márcio para abrir créditos para realização dos eventos.

Afagos
Na abertura do Juninão, o prefeito de Monte Aprazível João Roberto Camargo (Progressista) fez um afago à Câmara de Vereadores e está não foi a primeira vez. Disse que a festa é feita pela prefeitura e sua equipe e, nesta equipe, incluiu os vereadores. Estavam no palco Renato Jubilato (PSD), Marco Antonio Nazareth (MDB), Luiz Sidinani (PSD), João Célio Ferreira (Progressistas), Jacó Brite (PDT) e Pastor Osvaldo Fantasia (Republicanos). “Nós temos que nos unir para o desenvolvimento”, disse o prefeito.

Em entrevista ao MR Notícias, Camargo disse que este Juninão foi feito com menos de 1/3 dos recursos das edições anteriores. Camargo e sua assessoria estão com discurso unificado de que este Juninão é uma festa e não um show.

Diferente de eventos anteriores, esta edição do Juninão não foi instalado o “camarote do prefeito”. Nos últimos anos, quando os eventos estavam sendo realizados no Parque das Águas, uma estrutura era montada ao lado do palco para que o prefeito recebesse políticos e convidados, tudo regado a muita comida e bebida. Ao MR Notícias, Camargo disse. Vamos andar no meio do povo. Nós não temos camarim e meus assessores não tem privilégio. Somos servidores públicos”, disse.

Lanchinhos
Acontecerá nesta segunda-feira (23) a licitação (Registro de Preços) da Prefeitura de Monte Aprazível para comprar pães, bolos, salgados, sucos e baguetes para uso da administração. O edital tem 34 itens, entre eles bolos, pão francês, catarinas recheadas, esfihas, hamburgueres, sucos entre outros. Além de vender, a empresa vencedora deverá entregar os itens de acordo com a necessidade da prefeitura, em 34 locais, entre eles prédio da administração, Santa Casa, Apae, unidades de saúde e escolas e nos distritos. No último registro de preços feito pela Prefeitura no ano passado, na gestão do ex-prefeito Márcio Miguel (PSD), o gasto com estes itens poderia chegar até R$1.878.693,00 (um milhão, oitocentos e setenta e oito mil, seiscentos e noventa e três reais) e três empresas da cidade venceram a concorrência.

O que é:
O registro de preços é uma modalidade de licitação utilizado pela administração pública para registrar preços de bens e serviços que poderão ser contratados futuramente. É uma forma de simplificar e agilizar a aquisição pública, evitando a realização de diversas licitações para o mesmo item ao longo do tempo.

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