VEREADORES criticam assessor legislativo e cobram mais comunicação

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Geralmente os vereadores cobram o prefeito ou seus assessores, mas cobrança e críticas direcionadas a um assessor da Câmara e citando nomes é raro. Na sessão da Câmara de Vereadores de Monte Aprazível de terça-feira (4), o vereador Luiz Sidinani (PSD) fez cobranças e críticas públicas ao assessor Legislativo Loy Anderson dos Santos. Ele ocupa o cargo em comissão, indicado pelo presidente da Câmara Victor Agreli (MDB), com salário de R$ R$ 14.725,73.

Na tribuna da Câmara, Luiz disse Loy precisa se comunicar mais com todos os vereadores e, quando algo acontece, ele não precisar “cochichar” no ouvido do presidente da Câmara.

“Você é advogado de todos os vereadores aqui, não só do Victor, é de todos. Então, quando você vê alguma coisa errada, você não precisa chegar e cochichar com o Victor. Chega no vereador, fala (…) você tem que comunicar mais com todos os vereadores, porque você é o assessor jurídico de todos. Você não é assessor jurídico da presidência”, disse Luiz.

Já o vereador Marco Antonio Nazareth (MDB), foi mais além e disse que ouviu a mesma reclamação dos outros vereadores.

“E eu já cansei de ouvir, entendeu? os nobres vereadores falarem que nós não temos a mínima atenção do Dr. Loy. Eu pediria ao nobre advogado, que realmente faça mais reuniões conosco, participe mais da nossa Câmara”, enfatizou Marco.

Renato Jubilato (PSD), usou um tom mais conciliador, disse que quando foi vereador em outros mandatos, os assessores legislativos que ocuparam o cargo de Loy, como José Armando Ceneviva, Pedro Maset, entre outros, viam algo errado e conversava separadamente.

“Tive grandes professores aqui no jurídico (…)Enfim, mesmo sendo oposição ou situação, eles tiravam essas arestas. Então, eu vejo que os advogados eles iam nas mesas quando acontecia do vereador pedia fora de prazo, ele descia a mesa e vereador tal. Então, a gente aprendia muito isso. É uma excelente pessoa e bom advogado, mas atende estes pedidos. Ninguém sabe tudo sabe tudo e também ninguém pode dizer que não sabe nada. A gente tem sempre que aprender, né?”, ressaltou.

João Célio reclamou que o advogado nunca conversou com vereadores durante as sessões.

“Nós temos um advogado que tem que orientar ele (Victor). Nós sentamos aqui, eu nunca vi o Dr. Loy levantar e vir numa mesa conversar, falar pode não pode, pode, não pode. olha o tempo. Então o presidente ele tem que ser orientado”, finalizou.

Durante a fala de João Célio, o presidente da Câmara Victor Agreli saiu em defesa de seu assessor e disse que tudo que foi feito na sessão teve orientação de Loy, mas que ele decidiu ouvir as pessoas.

“As minhas atitudes do dia de hoje, o Loy me orientou, sim, mas eu escolhi dar a chance de poder ouvir as pessoas. Então o dia de hoje eu tive orientação sim, só para assim, vamos falar assim, os meus atos de hoje eu trago responsabilidade minha. Mas eu entendo o que o senhor tá falando”, disse Victor.

O comentário de Victor sobre as suas escolhas se deve a discussão de um requerimento do vereador Jacó Brite (PDT), que pedia informações sobre a clínica Moriá de reabilitação de dependentes químicos. Segundo o documento, que foi retirado da pauta de votações, Jacó havia recebido denúncias de que a licença de funcionamento e de Vigilância Sanitária da Clínica Moriá estaria vencida e irregular e um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) estaria vencido desde outubro de 2024 sem estar sendo atendido pela entidade desde a administração anterior.

Questionado na manhã desta quarta-feira (5) pelo MR Notícias sobre as declarações dos vereadores, Victor disse enviaria um posicionamento, mas até a publicação da reportagem, ele ainda não havia comentado o assunto nem retornado as mensagens.

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