CARLA RÚBIO, do PSD, diz que Márcio e Alfredo ainda aceitaram convite; partido teria plano B

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A presidente do PSD de Monte Aprazível Carla Rúbio, afirmou ao MR Notícias que tem conversado com o prefeito Márcio Miguel, hoje filiado ao PSDB, mas que ainda não há nada concreto para sua filiação. O partido, que tem entre seus filiados, o ex-prefeito Nelson Montoro, segundo Carla, já teria nomes para lançar uma chapa completa, com prefeito e vereadores. Um dos convidados a se filiar ao partido foi o presidente da APLACANA Juliano Maset.

Ela disse que foi surpreendida com a notícia de que o médico Alfredo Pio estaria se filando ao PSD, pois ela faria o convite no dia em que a notícia circulou e que até o momento, nem Alfredo nem Márcio confirmaram sua filiação.

Carla que é advogada e presidente da APAE de Monte Aprazível disse que não se pode ignorar a possível união de Camargo e Maurinho, prefeito e vice na próxima eleição. “São nomes expressivos” disse Carla.

Leia a entrevista

O PSD tem sido alvo de especulações de possíveis nomes de pré-candidatos à prefeitura. Um deles foi do médico Alfredo Pio. Quando a saiu notícia de que ele se filiaria, você já havia conversado com ele?

Na verdade, quando a notícia foi divulgada nas redes sociais, eu tinha um agendamento para conversar com o Dr. Alfredo. Coincidentemente, quando a notícia foi veiculada, nós estávamos juntos na ocasião para fazer o convite para ele se filiar. Antes da notícia, não havia nada e não havíamos conversado nada. A gente foi surpreendida com a divulgação daquela notícia, tanto eu como ele. Não é certeza de nada, por enquanto.

E depois da conversa, ele aceitou?

Na verdade, ele ficou de conversar com a família, porque existem vários fatores que influenciam essa decisão, o apoio da própria família e a questão profissional. Então, são vários fatores que vão ser ponderados da parte dele, para chegar a uma decisão lá na frente. Mas por enquanto não tem nada decidido.

O prefeito Márcio Miguel esteve com o presidente do partido Gilberto Kassab recentemente. Você já havia dito ao MR Notícias que fez o convite para ele se filiar. Como tá esse namoro? vai dar casamento?

Estamos namorando. Existem outras possibilidades, outros partidos que foram sugeridos para ele ter esse alinhamento com o governo do Estado, que é importante para trazer benefícios para Monte Aprazível. Eu entendo e compreendo a importância desse alinhamento com o governo. Então, existem vários caminhos para acontecer isso. Mas são questões não dependem de mim. Dependem da reflexão que o prefeito tem que fazer, da viabilidade e da conveniência. Eu, pessoalmente, entendo que (ele se filiar ao PSD) o caminho viável para prefeito para aproximar com o Governo, mas eu acho que existem vários fatores em torno dele e talvez outros planos que ele e tenha que engavetar para começar um plano novo. Isso está dependendo da decisão dele.

Depois que você fez aquele convite há algum tempo, vocês voltaram a conversar sobre a filiação? 

Nós temos conversado. Quando o secretário Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência Marcos da Costa, que é muito próximo do Gilberto Kassab, esteve em Monte Aprazível, nós conversamos os três (Márcio, Carla e Marcos da Costa). O PSD vem sendo muito assediado e muito procurado para filiações, para viabilizar a candidatura para vereadores. E às vezes há muitos boatos e muita fofoca de quem está vindo para o PSD para ser candidato a prefeito e a orientação foi blindar o partido durante esse ano para de fato começar a ter uma conversa mais séria a respeito dos candidatos do ano que vem.

Você disse ao MR Notícias há alguns dias que estava conversando com o prefeito Márcio Miguel, buscando convergir para o bem de Monte Aprazível. Essas conversas estão em torno da filiação dele e de outras pessoas?

O espaço é pouco dentro do partido e a gente fez um trabalho desde 2021, de filiações, pensando na Câmara de Vereadores. A gente não tem certeza ainda se serão dez ou 14 candidaturas a Câmara para cada partido. Por exemplo, se for 14, hoje nós teríamos chapa completa para lançar. A vinda do prefeito, no caso, inevitavelmente vai trazer outros apoiadores que estariam vindo também com esse objetivo de sair candidato a vereador e estar compondo essa chapa de candidato. Então é isso que a gente também tem que ainda conversar.  Porque vai ter gente que vai querer sair e outros tentarão entrar. Mas esse espaço para formar essa chapa de vereador é pequeno. Então, talvez essa acomodação de pré-candidato a vereador é o mais complicado hoje. Não é nem a questão de o prefeito vir ou não, mas a acomodação de pré-candidato a vereador. Essa é a questão mais complexa que a gente tem que discutir.

A possível filiação dele no PSD pode agregar, mas pode afastar outros partidos, outros nomes. Vocês trabalham com essa possibilidade também. Você tem conversado com os partidos?

Não. Estamos pensando dentro do PSD. Obviamente que vai ter gente que vai sair e outros vão chegar. A minha preocupação hoje, dentro do trabalho que a gente fez em 2021 até agora, é: quem quiser ficar, será para viabilizar esse espaço.

E se caso ele (Márcio) não venha, o partido tem nome para concorrer à Prefeitura?

A gente tem conversado feito os convites. Eu já convidei, não é segredo, o Juliano Maset (agricultor, advogado e presidente da APLACANA). A princípio ele negou. Depois outras pessoas, não só a gente, também já falaram com ele. Não tem rejeição e é um nome fácil de ser trabalhado. É um rapaz que construiu uma posição, uma carreira. É um excelente administrador e advogado. Não tem rejeição. Então é um nome que não é difícil ser construído e trabalhado para isso. A gente tem que insistir.

Em uma possível ida de Márcio para o PSD, como ficaria a situação com o ex-prefeito Nelson Montoro, que é filiado ao partido. (Ele foi cassado após um ano três meses de mandato pela contração irregular do ex-assessor da prefeitura Nelson Avellar). Você conversou com ele sobre a possibilidade de filiação?

Eu, pessoalmente, não cheguei a conversar, até pela falta de tempo. Minha vida tá um pouco corrida. O tempo também é curto e a vida do Doutor Montoro é muito corrida. Mas, teve membros da diretoria do PSD que conversaram e ele e não demonstrou muito interesse na política.

Ele seria indiferente para ele a vinda ou não do Márcio para o partido?

Sim, porque, como ele não tem demonstrado interesse de participar, mas de uma forma mais efetiva da política, então acredito que que sim.

Se comenta que João Roberto Camargo e Maurinho já teriam acertado uma chapa com ambos de prefeito e vice. Como você vê este acerto a menos de um ano para as eleições?

O que eu sei é o mesmo que todo mundo anda falando, que estão em permanente contato com foco na próxima eleição, e não podemos ignorar que é uma junção de forças expressivas.

A mudança na legislação para próxima eleição obrigará os partidos a terem 10 ou 14 candidatos a vereador, além das cotas para mulheres e negros. Essas mudanças prejudicam os partidos?

Acredito que sim. Se a gente tiver que manter, por exemplo, a cota racial, a cota de gênero é muito difícil, porque a gente, nesses dois anos que a gente tem trabalhado as filiações, a gente filiou mulheres. Mas existe uma resistência muito grande das mulheres em encarar uma candidatura. Em todos os municípios, tem que ser feito um trabalho de educação política, conscientização e capacitação das mulheres de orientação, que elas têm que ocupar esse espaço na política.

Você tem filiadas, mas elas não têm a disposição de se candidatar?

Elas não têm esse ânimo de ser candidato.

Qual o motivo disso?

Família é o que eu mais observo. A mulher, normalmente ela tem dupla, tripla jornada. Ela cuida da casa, trabalha, cuida de pai, de mãe, de tio, de avô. A mulher a está sobrecarregada. Quando se fala de uma maior participação dessa mulher na política, ela pensa: mas eu vou ter tempo para mais isso? Ou, vou ter que deixar tal coisa para fazer, para fazer política. Então, acho que pra mulher essa sobrecarga de funções que ela exerce na família, na sociedade afasta ela de participar da política.

Os escândalos que apareceram na política, são fatores que afastam as mulheres?

Se a gente for observar nesse aspecto, em termos corrupção e escândalo na administração pública, quase não vê mulheres envolvidas. Eu acho que a mulher é mais cautelosa quando está na política, ela tem mais cautela nos atos e na forma de administrar. Ela se envolve menos em problemas do que os homens por ter mais cautela. Ela tem mais cautela na oratória, na fala. A pensa um pouco o melhor antes de tomar as atitudes.

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