Casal suspeito de mandar sequestrar e torturar jovem é preso

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O casal Sandro e Meire, apontado como mandante do sequestro e da tortura de uma jovem de 18 anos em Monte Aprazível, foi preso na manhã desta sexta-feira, 16 de janeiro, em Buritama, após meses foragidos. Eles foram levados para delegacia de Buritama.

O crime, ocorrido em julho do ano passado, chocou pela extrema violência empregada contra a vítima, que foi sequestrada, agredida, teve as roupas queimadas e os cabelos cortados em um canavial. Ela também foi forçada a pedir desculpas em vídeo por se envolver em uma traição, a mando da esposa do homem com quem se relacionava. As investigações apontam que a motivação foi vingança.

Segundo a apuração da Polícia Civil, o homem suspeito de planejar o crime manteve um relacionamento com a jovem durante um período de separação. Após a reconciliação do casal, a companheira teria exigido que ele punisse a vítima.

Cinco pessoas foram identificadas no caso. Três suspeitos, duas mulheres de 29 e 37 anos e um homem de 29 anos, todos moradores de Tanabi, foram presos em flagrante no dia 4 de julho de 2025 e seguem detidos em unidade prisional no interior de São Paulo. Eles já passaram por audiência e respondem à ação penal, aguardando sentença, conforme apurado pelo Tanabi Noticias que acompanha o caso.

De acordo com a delegada Daiana Dias Pinheiro, da Delegacia de Defesa da Mulher de Monte Aprazível, as investigações apontaram o envolvimento direto de Sandro e Meire na organização do ataque. A Justiça havia decretado a prisão preventiva do casal, que permaneceu foragido até a prisão desta sexta-feira (16).

A investigação indicou que o mandante do crime se separou da esposa e teve uma relação com a vítima. Mas reatou o casamento e teve ajuda da companheira para planejar a execução do crime.

A motivação, segundo a polícia, está relacionada à vingança pessoal após a descoberta do relacionamento. Depois, o casal fugiu para o Paraguai até ser localizado em Buritama.

Os três executores foram presos em flagrante dois dias depois do crime, no ano passado. A prisão foi convertida em preventiva. A investigação ainda apontou que eles receberam R$ 200 cada um para agredir a jovem.

Com informações do Tanabi Notícias e G1 Rio Preto

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